
Consiste na utilização de molas de platina fina (espessura de 0,010 e 0,018 de polegada) e com diâmetros que variam de 2 a 20 mm. A mola é ligada a um fio metálico da mesma espessura que a empurra até o interior do aneurisma. A união das 2 partes (mola e fio) é feita por uma resistência elétrica. Uma vez cateterizado o aneurisma e desenrolada a mola no seu interior, a junção das 2 partes encontra-se, neste momento, ao nível do colo do aneurisma.
Uma corrente elétrica de baixa voltagem é então aplicada sobre a mola rompendo a resistência e “largando” a mola no local desejado, ou seja, no interior do aneurisma. A grande vantagem da mola foi a possibilidade de se reposicionar (retirar se necessário) até o momento de sua liberação.
O processo é assim repetido até que não caibam mais espirais, ocluindo integralmente o fluxo no aneurisma. Atualmente, há diversas molas destacáveis com liberação por processos eletrolíticos e hidráulicos, e que apresentam resultados semelhantes.
O objetivo da embolização consiste na oclusão mecânica da cavidade do aneurisma. Posteriormente um trombo se organiza nos interstícios das molas e uma nova camada endotelial recobre o colo do aneurisma.
Inicialmente a técnica foi utilizada somente nos pacientes em mau estado neurológico e naquelas topografias onde a micro-cirurgia era muito arriscada. Com o tempo e a experiência adquirida, ela passou a ser utilizada em um número crescente de casos.